quinta-feira, 28 de março de 2019

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO


Bárbara Camurça (RA 21058229) 
Bianca Martone (RA 21111074) 
Gabrielly Rocha (RA 21147309) 
Laissa Trentino (RA 21109279)
Liliany Shinohara (RA 2112340)
Millena Vieira (RA 21139205)


 Resumo do Artigo: “Acessibilidade em EaD mediada pela web: um convite à ação” - Amanda Meincke Melo (Grupo 6).



 Neste Artigo da Amanda Meincke Melo, fala sobre a acessibilidade em EAD mediada pela web. A acessibilidade é uma exigência legal, que deve ser observada em ambientes educacionais. Na modalidade de educação a distância, pretendem ampliar o acesso à educação, não apenas nos espaços físicos das sedes dos diferentes cursos. Considerando que não é admissível a discriminação de qualquer pessoa, incluindo professores e estudantes, com base na sua deficiência é necessário pensar em soluções inclusivas, para a educação á distância. É de suma importância a compatibilidade com os recursos tecnológicos nesse cenário. Neste capítulo, reflete sobre o conceito de acessibilidade, alinhada ao desenho universal, apresenta orientações e convida o leitor á ação, como o protagonista. 


1. Educação Inclusiva O Brasil tem procurado avançar no processo de promoção de uma educação para todos. Em instrumentos de Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES (INEP,2011) que regulam a modalidade EaD, são referências à requisitos legais de acessibilidade. As instituições devem oferecer condições de acesso para as pessoas com deficiência. A disciplina de LIBRAS deve ser dada em qualquer curso superior, sendo obrigatória em cursos de licenciatura e de fonoaudiologia. De acordo com o Decreto 5622/2005, uma instituição que disponibiliza curso na modalidade à distância deve contemplar: “bibliotecas adequadas, inclusive com acervo eletrônico remoto e acesso por meio de redes de comunicação e sistemas de informação, com regime de funcionamento e atendimento adequado aos estudantes de educação à distância.” E também aos Projetos pedagógicos devem “prever atendimento apropriado a estudantes portadores de necessidades especiais.” A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva passou a reconhecer as diferenças entre os estudantes e a promover igualdade nos espaços educacionais, inclusive no ensino superior, por estudantes com deficiência. Na transversalidade da educação especial se efetiva por meio das ações que promovem o acesso dos alunos. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica, nas comunicações, nos sistemas, nos materiais didáticos e pedagógicos. Em novembro de 2010, recomendou às autoridades responsáveis pela educação superior pública brasileira, como forma de aperfeiçoar o EaD, promovida pelas Instituições de Ensino Superior públicas do Brasil, a implementação de algumas ações, entre elas: “ assegurar recursos financeiros para o desenvolvimento de soluções de intervenção entre os ambientes virtuais de aprendizagem e os sistemas acadêmicos institucionais, garantindo mediação plena aos atores com deficiência.” A efetivação da educação inclusiva, depende do comprometimento de cada cidadão envolvido nos processos educacionais: professores, estudantes, técnicos, gestores, comunidade em geral.


 2. Acessibilidade, Desenho Universal e compatibilidade com Recursos de Tecnologia Assistiva Nesse pequeno ponto 2, o texto explica sobre a Acessibilidade física e online. Também detalha o encontro funcional de uma pessoa ou grupo de pessoas com necessidades especiais, em relação ao ambiente físico. Logo após essa primeira introdução sobre os ambientes virtuais ele apresenta algumas reflexões sobre acessibilidade na modalidade EaD, segue os exemplos a seguir: * Um estudante não tem internet em casa e vai a um polo de apoio presencial para copiar materiais e orientações do curso, também para assistir a uma webconferência previamente agendada. A conexão com a internet, entretanto, está bastante lenta nesse dia. * Um tutor tem pouco controle sobre os movimentos de seus braços. Por isso, utiliza o teclado convencional, envolvido por uma colmeia (placa acrílica que auxilia a selecionar uma tecla por vez), para operar o sistema operacional, seus aplicativos e, inclusive, navegar na web. O ambiente virtual de aprendizagem não apresenta atalhos como “pular para o conteúdo” e para blocos de informação, tornando sua operação muito mais demorada com o teclado quando comparada com o uso do mouse. * Um estudante cego é proficiente em diferentes leitores de telas. Como há vários materiais educacionais digitais e referências, disponibilizados no ambiente virtual de aprendizagem e na biblioteca digital on-line, que foram digitalizados para imagem, o acesso aos conteúdos do curso pelo estudante está comprometido até que se ofereçam alternativas em formato texto. Ele também enfrenta problemas semelhantes ao do tutor com dificuldade motora, pois opera a interface com auxílio do teclado. * Um professor com surdez, embora oralizado, tem como sua principal língua a LIBRAS. Deseja realizar uma webconferência com seus alunos, mas não conta com intérprete/tradutor de LIBRAS em sua instituição. Felizmente, em um dos polos de apoio presencial há intérprete/tradutor e esse se dispôs a colaborar para que todos os estudantes tenham acesso à “fala” do professor. A webconferência apresentará duas janelas: a do professor, que irá sinalizar sua aula; e a do intérprete/tradutor, que irá oralizá-la simultaneamente. No final do texto ele explica que esses cenários, por exemplo, podem ser a verdadeira dificuldade. Que essa modalidade EaD tem apenas alguns pontos de interação, e que o problema não seja exatamente a deficiência das pessoas, mas que é a infraestrutura da rede, que não produz materiais flexíveis é diferente para aqueles que precisam desse fator. Pensando nisso, entra a ideia de pensar nessa acessibilidade como desenho universal, com potencial e objetivo de abranger pessoas que tenham permanência no curso de EaD.


 2.1. Desenho Universal O desenho universal trata do desenvolvimento de produtos e de ambientes para serem utilizados por todas as pessoas, na maior extensão possível, sem a necessidade de adaptação ou de design especializado. São princípios do desenho universal: 1. Uso equitativo: considerar pessoas de diferentes habilidades; 2. Flexibilidade no uso: considerar variedade de habilidades individuais; 3. Simples e intuitivo: independentemente do nível de conhecimento do usuário; 4. Informação perceptível: informa de forma efetiva o usuário; 5. Tolerância ao erro: minimiza o perigo de ações acidentais; 6. Baixo esforço físico: uso com mínimo de fadiga; 7. Tamanho e espaço para aproximação e uso: independentemente do tamanho e da mobilidade do usuário. Na modalidade EaD, o desenho universal significa promover o acesso e o uso indiscriminado dos ambientes físicos e virtuais, não se tratando da confecção de ambientes e de materiais adaptados, mas a promoção de ambientes flexíveis.


 2.2. Recursos de Tecnologia Assistiva Tecnologia assistiva é uma área do conhecimento que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiências, visando sua autonomia, qualidade de vida e inclusão social. São exemplos desta tecnologia: . Apontadores alternaticos: simulam a função do mouse com os pés, as mãos ou movimentos da cabeça; . Teclados alternativos: teclados virtuais, com espaçamento menor ou maior etc.; . Tela sensível ao toque: manipulação da tela de forma direta com os dedos; . Impressoras braile: imprimem em papel no sistema braile; . Leitores de tela: convertem texto em fala; . Linha Braille: reproduzem informações codificadas em texto digital para o sistema Braille; . Ampliadores de telas: ampliam o conteúdo na tela para pessoas com problemas de baixa visão. O desenho universal de uma interface web deve considerar a variedade de navegadores em uso, a possibilidade de operação e de acesso à informação com auxílio de recursos de Tecnologia Assistiva.


3. Acessibilidade em EaD Esta seção discute a acessibilidade em ambientes virtuais de aprendizagem, bibliotecas digitais on-line e materiais educacionais digitais com vistas ao seu amplo acesso e uso.
3.1 Ambientes Virtuais de Aprendizagem e Bibliotecas Digitais On-line Para que todos os envolvidos em um curso em EaD possam realizar suas atividades, alguns cuidados essenciais são necessários e apresentados a seguir: • Percepção: Campos, botões de formulário, links, imagens devem ser perceptíveis tanto visualmente quanto com auxílio de leitores de tela, adotados por pessoas cegas. • Operação: Todo o ambiente deve ser operável somente com mouse ou somente com teclado, de acordo com a preferência ou habilidade do usuário. • Compreensão: Links devem apresentar textos claros e evitar inscrições como ”clique aqui” ou “saiba mais”, facilitando sua compreensão. A linguagem adotada deve ser familiar ao público-alvo. • Robustez: O atendimento a web standards é essencial para que o ambiente seja compatível com uma variedade de navegadores e possa operar com diferentes recursos de Tecnologia Assistiva. O Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico é referência para a promoção da acessibilidade em sites públicos, o que inclui os ambientes virtuais de aprendizagem em uso por Instituições de Ensino Superior públicas.


 3.2 Materiais Educacionais Digitais Publicações de materiais digitais também devem ser feitas com alguns cuidados para que sua acessibilidade, a todos, seja possível. A publicação deve estar de acordo com os princípios do Desenho Universal. Alguns materiais alternativos, caso não seja possível que o material seja divulgado atendendo os princípios do Desenho Universal, são: - Vídeo – amplamente acessível para pessoas surdas e ou com deficiência auditiva ou que estejam em ambientes ruidosos, etc. No caso de pessoas surdas podem ser oferecidas legendas em textos e janela com interprete em língua de sinais, no caso de deficiência auditiva a áudio descrição. - Áudio – pode vir acompanhado de uma transcrição digital do texto e quando possível sua sinalização em língua de sinais. - Imagem – Quando forem gráficos descrever as informações em texto ou com apoio de uma tabela que desempenhe função equivalente. Fotos ou ilustrações podem vir acompanhadas de transcrição textual descrevendo-a. Descrever em texto de imagens, em apresentações, documentários, paginas web etc... é importante pois ele pode facilmente ser transferido para diferentes mídias como áudio, impressão ampliada, impressão em Braille e etc. - Texto – Para tornar mais fácil a compreensão de imagens como para representar instruções ou sínteses de informações estatísticas. A produção de materiais no formato hipertexto deve observar as recomendações do Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico (Brasil,2011). Como referência internacional, temse um conjunto de recomendações para promover a acessibilidade da web para todos os usuários de acordo com sua multiplicidade de diferenças. Documentos em formato PDF devem ser criados com um certo cuidado, para que seja possível sua conversão a partir do editor de textos Open Office Writter, deve-se observar na caixa de diálogo aberta se a opção ‘PDF marcado’ está selecionada. Já para o Microsoft Office World, pode ser instalado um plug-in para a criação de PDF marcado. A reprodução de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sem fins comerciais e mediante o sistema Braille, será protegida pela LEI 9.610/1998 art.46, não constituindo assim ofensa aos direitos autorais. Formatos alternativos ao livro impresso podem estar disponíveis nos polos de apoio presencial no fascículo Livro Acessível e Informática Acessível. Instituições de Ensino Superior deveriam organizar ou contratar serviço de produção de materiais em formatos acessíveis, inclusive quanto a bibliografia básica de seus cursos com o objetivo de dar acesso à informação de forma igual para todos.










 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A educação inclusiva na modalidade EAD, é um desafio, pois precisa conhecer formas de mostrar diferentes ambientes físicos e virtuais. O desenho universal e a compatibilidade com recursos de tecnologia assistiva fazem parte da solução para promover a acessibilidade, de forma direta, a uma variedade de pessoas, e a compatibilidade com recursos de tecnologia assistiva é indispensável á inclusão de pessoas com deficiência, entre elas estudantes, tutores e professores. Neste capítulo, convida-se o leitor para que verifique a adequação da acessibilidade dos sistemas web de apoio a EAD que utilizam os materiais educacionais digitais que proponha a inclusão que abordem acessibilidade.





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