A
construção de conhecimento não é algo novo na área da Educação a
Distância. No final do século XIX, o
filósofo e pedagogo americano John Dewey e a corrente dos pragmáticos já
afirmavam a importância do learning by
doing (DEWEY, 1998) tanto na educação formal quanto na informal. Segundo
essa teoria, o sujeito deveria construir seu conhecimento de maneira ativa,
diferentemente do aluno que somente recebia passivamente o conteúdo de aulas
expositivas. Sendo assim, a escola pragmática defendia que o sujeito, por meio
desta construção ativa se tornaria um aluno reflexivo, capaz de solucionar
problemas complexos aprendendo na prática o conteúdo teórico. Superando a
alienação da escola tradicional, além de fazer da educação um ato
sociopolítico.
Já no
final do século XX, as teorias do sociólogo e a educador suíço Philippe
Perrenoud, estavam baseadas em competências e habilidades a serem desenvolvidas
pelo aprendente. Segundo Perrenoud, para desenvolver competências seria
primordial trabalhar por problemas e projetos, propondo tarefas complexas e
desafios que incitassem os alunos a mobilizar seus conhecimentos e, em certa
medida, completá-los. O sociólogo (2000) afirma ainda que esse modelo
educacional se aproxima do pensamento socioconstrutivista.
Todavia,
uma “pedagogia de projetos”, ou “pedagogia da ação”, vem recebendo críticas de
educadores, como Duarte (2001), receosos de que a educação para autonomia se
transforme na falta de consciência crítica ao sistema. De fato, poderia
acontecer caso o aprendente desenvolva técnicas de apenas manejar, mas sem
superar a realidade vigente, o paradigma de learning
by doing pode malograr em uma proposta conformista de ensino. No entanto, o
foco aqui é que a forma como os recursos e as atividades são concebidos e
aplicados no processo de ensino-aprendizagem, levando a uma educação reflexiva
e libertadora, em que os sujeitos se percebam como cidadãos capazes de pensar e
agir criticamente sobre o real,
construindo-o por meio de sua práxis.
Nesse
sentido, o planejamento desses artefatos é discutido no contexto da educação a
distância (EaD) e do consequente uso dos recursos de um ambiente virtual de aprendizagem
(AVA) e das atividades de aprendizagem projetadas para apoiar os estudos nesses
ambientes. Nessas atividades há, em distintas fases, a identificação de
tarefas, definição de objetivos de aprendizagem para cada tarefa e a definição
das atividades educacionais.
É,
então, apoiado por um projeto instrucional consistente e reflexivo, que um
curso em EaD pode ser concebido para servir, por meio de uma aprendizagem
lastreada na prática, à formação de indivíduos críticos, que superem essa
divisão do trabalho e do conhecimento, com vistas a uma cidadania plena.
Ter um
diploma de graduação nos dias atuais é essencial para um bom currículo e
visualizar boas oportunidades dentro do mercado de trabalho. Hoje em dia,
existe várias portas se Armindo para a tecnologia, e isso tudo acaba tornando
possível uma pessoa estudar sem sair de casa. Cada vez mais as universidades
estão adotando a tradução em EAD, e com isso, acabam ampliando as
possibilidades de aprendizado para quem quer estudar.
As vantagens
do ensino a distância, é que
o ensino a distância pode ser a melhor opção de graduação para quem precisa
conciliar os estudos ao trabalho e não tem meios de se deslocar a um campus
durante o dia.
Os
custos do EAD também
podem ser considerados parte das vantagens do método. Eles geralmente são mais baixos
do que na graduação convencional, uma vez que não existe a necessidade de
instalações na universidade para quem escolhe estudar à distância.
As
desvantagens do ensino a distância podem ser consideradas relativas, uma vez
quem nem todos os alunos as sentem ou são atingidos por elas.
Outro
desafio da graduação a distância é a baixa sociabilização no decorrer do
curso por não existir uma convivência
presencial com os colegas de classe. Mas isso pode ser amenizado com o contato
virtual em tempo integral na plataforma da universidade.
O
subcapítulo apresentado como “Recursos e atividades em AVA: estruturas e
aplicações” traz a sugestão de que muitas vezes é interessante que os
professores se apropriem de ferramentas online para o ensino, demonstrando como
em determinadas ocasiões as ferramentas online podem ser um excelente
complemento para o material já disponibilizado como apostilas e livros.
O
texto ainda traz uma expansão sobre o assunto de recursos virtuais,
identificando variadas ferramentas para relembrar de que sempre que possível o
professor utilize diferentes recursos visando que, em uma sala de aula existem
diferentes alunos.
Ele
traz a sugestões de ferramentas como “Chats”, “Fóruns”, “Wikis”, “Simuladores”, “Questionários online” e algumas
outras.
O
subcapítulo apresentado como “Fórum” traz em seu começo uma
identificação do que é e como funciona um fórum, trazendo sugestões de
como serem utilizados e quais ocasiões eles seriam melhores aproveitados.
O
texto também traz uma explicação de diferentes tipos de fóruns,
são eles: “Fórum geral” que se trata de
uma modalidade onde todos são capazes de criar e responder tópicos, sem questões de
hierarquia entre professores e alunos, porém com este tipo de fórum deve haver um cuidado
maior dos professores para que haja um controle; “Fórum cada usuário inicia
apenas um novo tópico” este é um modelo onde cada aluno
pode publicar apenas um tópico, o que tornando uma ferramenta
de estudo mais utilizada para que cada aluno deixe a sua conclusão ou
interpretação sem distrações com outros assuntos e permitindo que todos
interajam nas publicações após dar a sua contribuição; “Fórum perguntas e respostas”
modelo mais utilizado para que o professor faça uma pergunta e os alunos
respondam sem uma interação entre eles e as possibilidades de tirarem dúvidas;
“Fórum de uma única discussão simples” é o modelo onde o
professor é o único que inicia a discussão e todos
os alunos devem responder mediante essa única linha de discussão, cada um deve
dar a sua contribuição de acordo com a publicação anterior.
Mas
dentre todos os tipos é sempre relevante que em qualquer modelo o professor deve
estar atento às interações dos alunos e principalmente serem objetivos e claros no
que desejam que o aluno faça.
O
subcapítulo apresentado como “Chat” traz uma explicação sucinta sobre a
ferramenta e como ela pode ser utilizada voltada para educação. Mas também traz algumas implicações
que devem ser passadas para os estudantes antes da abertura de um chat, como
explicar a diferença entre um chat comum e um chat educacional, lembrar que
aquele é um ambiente que está sendo usada com um fim educativo e não
para interação social e nem discussões paralelas.
Porém é identificado diversas
vantagens da utilização de Chats voltados a educação, entre elas o exercício de
letramento digital dos alunos, a disponibilidade deles pesquisarem e pensarem
antes de responder, não precisarem pedir “silêncio” para responder e
algumas outras vantagens.
E
lembrando também que os chats podem ser usados para tomar uma decisão, como por exemplo
ser uma ferramenta para uma enquete e ainda ter uma abertura para que cada um
possa dar sua opinião e sugestão.
Neste subcapitulo fala sobre novos recursos tecnológicos de aprendizagem que é possível usar na elaboração de questões dissertativas. Após do conhecimento prévio proposto ao aluno, o educador pode avaliar o conhecimento dele usando as ferramentas de envio de texto, questionários ou em pop-up.
O pop-up é uma excelente ferramenta para
ser aplicada em atividades com número muito grande de aluno, pois não há
necessidade do educador analisar a resposta individualmente.
Com ela
é possível criar uma questão (discursivas ou objetivas) e o pop-up explicativo
aparece após da resposta do aluno.
O lado
negativo é o educador não conseguirá avaliar o desenvolvimento do aluno ao
longo do curso, consequentemente não será possível dar o feedback apropriado. E
também, a ferramenta será usada em questões que não exigem que o educando
propõe uma reflexão mais pessoal de um determinado tema, pois será usada em
questões que só terá apenas resposta certa ou errada.
Já as atividades de envio de texto, ao
contrário do POP-UP, o professor terá que corrigir a resposta individualmente de
cada aluno, sempre que possível fornecer feedback e dicas para a formulação
correta de um determinado assunto.
Antes
de aderir a ferramenta, é necessário orientar os alunos quanto ao prazo de
entregas o quanto antes, evitando futuras divergências entre o
educando-educador.
O ideal
seria o educador elaborar questões onde o aluno não precise memorizar as
respostas, que faça com que ele busque a reflexão (trabalhando o senso
crítico), pesquise e treine a sua escrita. Ou seja, tornando a aprendizagem
mais efetiva.
O outro
ponto importante é na hora da correção das atividades, o educador não deverá
corrigir pensando somente na dicotomia do certo e errado, mas sim a
argumentação usada pelo aluno.
A ideia
é usar ferramentas
para estimular o engajamento e motivação dos alunos em seus estudos.
Embora
atividades de múltipla escolha
não apresentam retorno positivo, a grande vantagem é a rápida correção e
também, pode ser aplicado em provas com turmas grandes.
O outro
ponto positivo é que em questões de múltipla escolha, o educador pode abordar
mais conteúdos do que uma questão
dissertativas, e também trabalhar o raciocínio lógico, fazendo que o aluno
desenvolva mecanismos para saber qual resposta deve ser considerada ou não.
o
educador pode criar atividades cada vez mais inovadores, sendo mais dinâmicos e
interativos, por exemplo, propor ao aluno elaborar questões de múltipla escolha
como uma atividade do curso. Isso fará que o aluno estude e pesquise a explore
o conteúdo proposto para a a criação da questão de múltipla escolha.
As
aulas EAD devem trabalhar com todas as ferramentas de aprendizagem, evitando o
uso excessivo dela, isso pode fazer com que o aluno fique desmotivado e
levando-o a escolher qualquer resposta.
O ponto negativo do uso excessivo dela é que o
aluno não vai desenvolver a habilidade de escrever.
O
artigo indica uma ferramenta chamada AVA Moodle, nela o educador pode criar de
variadas formas de elaborar questões de múltipla escolha. O outro recurso que
ela fornece é o banco de dados, é possível salvar o modelo de múltipla escolha
pra reutilizar outras vezes.
Para o
EAD seja eficiente, é necessário que o professor conheça as principais tendências tecnológicas de educação e implementá-las em cursos online dos mais
variados tipos. Sempre buscando a deixar as suas aulas mais criativas,
dinâmicas e interativa.
Em toda a história da educação, as atividades
pedagógicas sempre desempenharam papel fundamental no processo de
ensino-aprendizagem. Independente do modelo adotado, as ideias de aprender e
fazer, aprender a fazer ou aprender fazendo sempre estiveram incorporadas nas
diferentes situações de sala de aula.
Sendo assim, na EaD as atividades tenham uma
importância ainda maior, pois visam garantir o engajamento do aluno no processo
de aprendizagem, que, na aula presencial, ficaria a cargo das mediações e
interações propostas pelo professor.
Nesse sentido, a proposta de learning by
doing visa o desenvolvimento de autonomia do discente, proporcionando o aluno a
esse aprendizado mais independente. No entanto, é preciso que as atividades
permitam que o aluno tenha
uma real reflexão, e não apenas a uma relação
superficial com o conhecimento.
Aprender fazendo, é o caminho para autonomia
dessa aprendizagem, que necessita de um design do material empregado e das
estratégias, considerando que modelo de atividade é mais adequado a cada
objetivo proposto. Discutindo assim, a equipe do curso para EaD, sobre como e
por que esta ou aquela atividade deve ser usada, buscando a qualidade no
processo em cada atividade das distintas fases do design instrucional.
Por fim, ressalta-se aqui que neste capítulo
não comentamos todas as atividades de que um AVA dispõe, citadas apenas as
atividades que nos parecem mais empregadas em cursos virtuais, porém as outras
atividades que compõe também merecem avaliação atenta de todo aquele que
pretende estruturar um curso para EaD.
Sugestões de vídeos para complementação do conteúdo:
Inaê 8202915
Karina 20671356
Mayara 21078326
Mayara 21117992




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