quinta-feira, 28 de março de 2019

Recursos e atividades para materiais autoinstrucionais em AVA


A construção de conhecimento não é algo novo na área da Educação a Distância.  No final do século XIX, o filósofo e pedagogo americano John Dewey e a corrente dos pragmáticos já afirmavam a importância do learning by doing (DEWEY, 1998) tanto na educação formal quanto na informal. Segundo essa teoria, o sujeito deveria construir seu conhecimento de maneira ativa, diferentemente do aluno que somente recebia passivamente o conteúdo de aulas expositivas. Sendo assim, a escola pragmática defendia que o sujeito, por meio desta construção ativa se tornaria um aluno reflexivo, capaz de solucionar problemas complexos aprendendo na prática o conteúdo teórico. Superando a alienação da escola tradicional, além de fazer da educação um ato sociopolítico.

Já no final do século XX, as teorias do sociólogo e a educador suíço Philippe Perrenoud, estavam baseadas em competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo aprendente. Segundo Perrenoud, para desenvolver competências seria primordial trabalhar por problemas e projetos, propondo tarefas complexas e desafios que incitassem os alunos a mobilizar seus conhecimentos e, em certa medida, completá-los. O sociólogo (2000) afirma ainda que esse modelo educacional se aproxima do pensamento socioconstrutivista.

Todavia, uma “pedagogia de projetos”, ou “pedagogia da ação”, vem recebendo críticas de educadores, como Duarte (2001), receosos de que a educação para autonomia se transforme na falta de consciência crítica ao sistema. De fato, poderia acontecer caso o aprendente desenvolva técnicas de apenas manejar, mas sem superar a realidade vigente, o paradigma de learning by doing pode malograr em uma proposta conformista de ensino. No entanto, o foco aqui é que a forma como os recursos e as atividades são concebidos e aplicados no processo de ensino-aprendizagem, levando a uma educação reflexiva e libertadora, em que os sujeitos se percebam como cidadãos capazes de pensar e agir criticamente sobre o real, construindo-o por meio de sua práxis.

Nesse sentido, o planejamento desses artefatos é discutido no contexto da educação a distância (EaD) e do consequente uso dos recursos de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e das atividades de aprendizagem projetadas para apoiar os estudos nesses ambientes. Nessas atividades há, em distintas fases, a identificação de tarefas, definição de objetivos de aprendizagem para cada tarefa e a definição das atividades educacionais.

É, então, apoiado por um projeto instrucional consistente e reflexivo, que um curso em EaD pode ser concebido para servir, por meio de uma aprendizagem lastreada na prática, à formação de indivíduos críticos, que superem essa divisão do trabalho e do conhecimento, com vistas a uma cidadania plena.
Ter um diploma de graduação nos dias atuais é essencial para um bom currículo e visualizar boas oportunidades dentro do mercado de trabalho. Hoje em dia, existe várias portas se Armindo para a tecnologia, e isso tudo acaba tornando possível uma pessoa estudar sem sair de casa. Cada vez mais as universidades estão adotando a tradução em EAD, e com isso, acabam ampliando as possibilidades de aprendizado para quem quer estudar.

As vantagens do ensino a distância, é que o ensino a distância pode ser a melhor opção de graduação para quem precisa conciliar os estudos ao trabalho e não tem meios de se deslocar a um campus durante o dia.

Os custos do EAD também podem ser considerados parte das vantagens do método. Eles geralmente são mais baixos do que na graduação convencional, uma vez que não existe a necessidade de instalações na universidade para quem escolhe estudar à distância.

As desvantagens do ensino a distância podem ser consideradas relativas, uma vez quem nem todos os alunos as sentem ou são atingidos por elas.

Outro desafio da graduação a distância é a baixa sociabilização no decorrer do curso por não existir uma convivência presencial com os colegas de classe. Mas isso pode ser amenizado com o contato virtual em tempo integral na plataforma da universidade.

O subcapítulo apresentado como “Recursos e atividades em AVA: estruturas e aplicações” traz a sugestão de que muitas vezes é interessante que os professores se apropriem de ferramentas online para o ensino, demonstrando como em determinadas ocasiões as ferramentas online podem ser um excelente complemento para o material já disponibilizado como apostilas e livros.

O texto ainda traz uma expansão sobre o assunto de recursos virtuais, identificando variadas ferramentas para relembrar de que sempre que possível o professor utilize diferentes recursos visando que, em uma sala de aula existem diferentes alunos.

Ele traz a sugestões de ferramentas como “Chats”, “Fóruns”, “Wikis”, “Simuladores”, “Questionários online” e algumas outras.

O subcapítulo apresentado como “Fórum” traz em seu começo uma identificação do que é e como funciona um fórum, trazendo sugestões de como serem utilizados e quais ocasiões eles seriam melhores aproveitados.

O texto também traz uma explicação de diferentes tipos de fóruns, são eles: “Fórum geral” que se trata de uma modalidade onde todos são capazes de criar e responder tópicos, sem questões de hierarquia entre professores e alunos, porém com este tipo de fórum deve haver um cuidado maior dos professores para que haja um controle; “Fórum cada usuário inicia apenas um novo tópico” este é um modelo onde cada aluno pode publicar apenas um tópico, o que tornando uma ferramenta de estudo mais utilizada para que cada aluno deixe a sua conclusão ou interpretação sem distrações com outros assuntos e permitindo que todos interajam nas publicações após dar a sua contribuição; “Fórum perguntas e respostas” modelo mais utilizado para que o professor faça uma pergunta e os alunos respondam sem uma interação entre eles e as possibilidades de tirarem dúvidas; “Fórum de uma única discussão simples” é o modelo onde o professor é o único que inicia a discussão e todos os alunos devem responder mediante essa única linha de discussão, cada um deve dar a sua contribuição de acordo com a publicação anterior.

Mas dentre todos os tipos é sempre relevante que em qualquer modelo o professor deve estar atento às interações dos alunos e principalmente serem objetivos e claros no que desejam que o aluno faça.

O subcapítulo apresentado como “Chat” traz uma explicação sucinta sobre a ferramenta e como ela pode ser utilizada voltada para educação. Mas também traz algumas implicações que devem ser passadas para os estudantes antes da abertura de um chat, como explicar a diferença entre um chat comum e um chat educacional, lembrar que aquele é um ambiente que está sendo usada com um fim educativo e não para interação social e nem discussões paralelas.

Porém é identificado diversas vantagens da utilização de Chats voltados a educação, entre elas o exercício de letramento digital dos alunos, a disponibilidade deles pesquisarem e pensarem antes de responder, não precisarem pedir “silêncio” para responder e algumas outras vantagens.

E lembrando também que os chats podem ser usados para tomar uma decisão, como por exemplo ser uma ferramenta para uma enquete e ainda ter uma abertura para que cada um possa dar sua opinião e sugestão. 

Neste subcapitulo fala sobre novos recursos tecnológicos de aprendizagem que é possível usar na elaboração de questões dissertativas. Após do conhecimento prévio proposto ao aluno, o educador pode avaliar o conhecimento dele usando as ferramentas de envio de texto, questionários ou em pop-up.

O pop-up é uma excelente ferramenta para ser aplicada em atividades com número muito grande de aluno, pois não há necessidade do educador analisar a resposta individualmente.

Com ela é possível criar uma questão (discursivas ou objetivas) e o pop-up explicativo aparece após da resposta do aluno.

O lado negativo é o educador não conseguirá avaliar o desenvolvimento do aluno ao longo do curso, consequentemente não será possível dar o feedback apropriado. E também, a ferramenta será usada em questões que não exigem que o educando propõe uma reflexão mais pessoal de um determinado tema, pois será usada em questões que só terá apenas resposta certa ou errada.

Já as atividades de envio de texto, ao contrário do POP-UP, o professor terá que corrigir a resposta individualmente de cada aluno, sempre que possível fornecer feedback e dicas para a formulação correta de um determinado assunto.

Antes de aderir a ferramenta, é necessário orientar os alunos quanto ao prazo de entregas o quanto antes, evitando futuras divergências entre o educando-educador.

O ideal seria o educador elaborar questões onde o aluno não precise memorizar as respostas, que faça com que ele busque a reflexão (trabalhando o senso crítico), pesquise e treine a sua escrita. Ou seja, tornando a aprendizagem mais efetiva.

O outro ponto importante é na hora da correção das atividades, o educador não deverá corrigir pensando somente na dicotomia do certo e errado, mas sim a argumentação usada pelo aluno.

A ideia é usar ferramentas para estimular o engajamento e motivação dos alunos em seus estudos.

Embora atividades de múltipla escolha não apresentam retorno positivo, a grande vantagem é a rápida correção e também, pode ser aplicado em provas com turmas grandes.

O outro ponto positivo é que em questões de múltipla escolha, o educador pode abordar mais  conteúdos do que uma questão dissertativas, e também trabalhar o raciocínio lógico, fazendo que o aluno desenvolva mecanismos para saber qual resposta deve ser considerada ou não.

o educador pode criar atividades cada vez mais inovadores, sendo mais dinâmicos e interativos, por exemplo, propor ao aluno elaborar questões de múltipla escolha como uma atividade do curso. Isso fará que o aluno estude e pesquise a explore o conteúdo proposto para a a criação da questão de múltipla escolha.

As aulas EAD devem trabalhar com todas as ferramentas de aprendizagem, evitando o uso excessivo dela, isso pode fazer com que o aluno fique desmotivado e levando-o a escolher qualquer resposta.

 O ponto negativo do uso excessivo dela é que o aluno não vai desenvolver a habilidade de escrever.

O artigo indica uma ferramenta chamada AVA Moodle, nela o educador pode criar de variadas formas de elaborar questões de múltipla escolha. O outro recurso que ela fornece é o banco de dados, é possível salvar o modelo de múltipla escolha pra reutilizar outras vezes. 

Para o EAD seja eficiente, é necessário que o professor  conheça as principais tendências tecnológicas de educação e implementá-las em cursos online dos mais variados tipos. Sempre buscando a deixar as suas aulas mais criativas, dinâmicas e interativa.



Em toda a história da educação, as atividades pedagógicas sempre desempenharam papel fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Independente do modelo adotado, as ideias de aprender e fazer, aprender a fazer ou aprender fazendo sempre estiveram incorporadas nas diferentes situações de sala de aula.

Sendo assim, na EaD as atividades tenham uma importância ainda maior, pois visam garantir o engajamento do aluno no processo de aprendizagem, que, na aula presencial, ficaria a cargo das mediações e interações propostas pelo professor. 

Nesse sentido, a proposta de learning by doing visa o desenvolvimento de autonomia do discente, proporcionando o aluno a esse aprendizado mais independente. No entanto, é preciso que as atividades permitam que o aluno tenha

uma real reflexão, e não apenas a uma relação superficial com o conhecimento.

Aprender fazendo, é o caminho para autonomia dessa aprendizagem, que necessita de um design do material empregado e das estratégias, considerando que modelo de atividade é mais adequado a cada objetivo proposto. Discutindo assim, a equipe do curso para EaD, sobre como e por que esta ou aquela atividade deve ser usada, buscando a qualidade no processo em cada atividade das distintas fases do design instrucional.

Por fim, ressalta-se aqui que neste capítulo não comentamos todas as atividades de que um AVA dispõe, citadas apenas as atividades que nos parecem mais empregadas em cursos virtuais, porém as outras atividades que compõe também merecem avaliação atenta de todo aquele que pretende estruturar um curso para EaD.

Sugestões de vídeos para complementação do conteúdo: 






Andreza 21105739
Inaê 8202915
Karina 20671356
Mayara 21078326
Mayara 21117992

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