quinta-feira, 28 de março de 2019

Prática Polidocente em Ambientes Virtuais de Aprendizagem: Reflexões sobre Questões Pedagógicas Didáticas e de Organização Sociotécnica




Com a configuração e adoção de ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), didaticamente, os educadores necessitam de estratégias inovadoras para melhor atender os diferentes estilos de aprendizagem dos estudantes. Com foco nos aspectos didáticos, uma instituição promotora de EaD precisa estabelecer referenciais mínimos de qualidade orientando os educadores na sua prática pedagógica, mediada por tecnologias de informação e comunicação. O AVA é um lugar de formação, constituído de momentos de discussão e construção de conhecimento, no qual o processo de ensino-aprendizagem deve ser pensado pelo docente de forma diferente do lugar da educação tradicional. 
O foco deste texto está na prática docente em ambientes virtuais de aprendizagem, sugerindo sobre questões pedagógicas, didáticas e sociotécnicas. 
Para uma análise do AVA como lugar promotor de aprendizagem, o capítulo foi estruturado em seções com os seguintes focos principais:  
Entender o ambiente virtual de aprendizagem e seus espaços tempos como nova estrutura de sala de aula na educação contemporânea; 
Caracterizar o trabalho de manejo de turma no ambiente virtual  de  aprendizagem  como  novo  desafio  para  os educadores  da  educação  virtual,  destacando  riquezas  e limitações  decorrentes  da  emergência  de  um  novo  lugar de  encontro para  os  momentos de construção do conhecimento;  
Apresentar as diretrizes estabelecidas pela UFSCar para os cursos  de  EaD  da  instituição,  na  intenção  de  tecer  um ambiente  virtual  de  aprendizagem  para  uma  docência efetiva  e  propiciadora  de  condições  adequadas  de aprendizagem; 
   A compreensão do que são os ambientes virtuais de aprendizagem com atenção as transformações na configuração da sala de aula como lugar da aula, entendida como uma unidade de duração educacional.  
   Alguns autores afirmam que a sociedade está vivendo uma mudança nas práticas culturais, políticas e econômicas e que uma dessas mudanças se vincula à emergência de novas maneiras dominantes pelas quais experimentamos o espaço tempo. As transformações das tecnologias digitais, na economia, no mundo do trabalho e na vida das pessoas trouxeram implicações diversas para a forma de organização da sociedade, incluindo o setor educacional. Os ambientes virtuais de aprendizagem tem  como objetivo ensinar e aprender, com durações e lugares mais complexos, fluidos e dinâmicos. 
   Como se instalam no ciberespaço, os AVA são constituídos de novos espaços e tempos relacional e educacional. O ciberespaço constitui-se num novo ambiente que se desenvolve por si mesmo, sendo ele, o próprio ciberespaço, essencialmente social ou relacional, dependente das relações instaladas entre os sujeitos.  
   Uma sala de aula virtual continua sendo uma sala de aula. Contudo, não é o ambiente online que define a educação virtual: ele pode condicionar o processo de ensino-aprendizagem, mas não o determina. A educação é determinada pela intenção pedagógica dos sujeitos envolvidos e das possibilidades comunicacionais estabelecidas entre ambos. A construção de conhecimento está baseada na crença de que aprendemos nas interações, na colaboração e na troca. 
   Os ambientes virtuais educacionais agregam um conjunto dessas possibilidades num único sistema computacional, cria um ambiente para a convivência de educadores e estudantes que reconfigura a noção de presença e ausência ou distância e proximidade, como tradicionalmente ocorre numa sala de aula presencial.  
   Nesses espaços, os sujeitos podem ter diferentes tipos e níveis de presença digital virtual, o que lhe permite viver e conviver com outros sujeitos. 
   Conforme Valadares (2011, p. 123), os elementos de um AVA devem envolver educador, estudantes e bons materiais didáticos, pois são esses elementos de uma comunidade de aprendizagem capaz de estimular a reflexão e o discurso crítico, de desenvolver a responsabilidade individual e social e de fomentar o pensamento crítico e criativo. Assim, para criar um clima adequado, é necessário a presença discente, experiência educativa, presença social e cognitiva no meio de comunicação. A presença docente é necessária na concepção do ambiente pedagógico no acompanhamento dos estudantes e na gestão dos processos administrativos de uma disciplina. O desafio do docente virtual está, para Oliveira (2008, p.189), na transformação do ambiente e comunidade virtual de aprendizagem, resgatando novos tempos para a educação, em que a tecnologia encurta distâncias espaciais e temporais e aproxima conhecimento do cidadão, a educação é diretamente influenciada pelas novas possibilidades comunicacionais criadas pela digitalização da sociedade contemporânea. 
   A ambição dos ambientes virtuais de aprendizagem é oferecer todas as condições  necessárias  para que  o  conhecimento  seja  construído  adequadamente  e  a  formação pretendida  seja  possível, qual  o  papel  do  docente  nesses  ambientes virtuais  e  a  que  condições  os  educadores  estão  submetidos  no exercício  de  sua  prática  pedagógica  numa  escola  ou  universidade virtual.  A preocupação com a duração das atividades, com os prazos  de  devolução  dos trabalhos  acadêmicos,  com  os  intervalos  de  descanso  e  recreação, com os momentos de brincadeiras, com os horários de estudos em sala  de  aula  ou  laboratórios,  tudo  isso  visa  transformar  o  “tempo” social  comum  em  “momentos”  de  aprendizagem .  Enfim, o ambiente de ensino-aprendizagem, caracteristicamente pedagógico, é constituído por lugares e  momentos  de  ensinar  e  de  aprender,  seja na  educação  presencial  ou  na  educação  a  distância. 
   Ao  tratar  dos  ambientes  virtuais  de  aprendizagem  numa perspectiva  construtivista,  Valadares  (2011)  parte  da  constituição dos  ambientes  de  aprendizagem  tradicionais  estruturados  para sugerir  que  os  aprendentes  trabalhem  em  conjunto  e  se  apoiem  uns nos  outros  mediante  o  uso  de  um  conjunto  de  ferramentas  e materiais  didáticos  e  a  orientação  de  um  educador  para  alcance  de determinados  objetivos  de  aprendizagem. Valadares (2011, p.  99)  indica-nos quatro princípios subjacentes dos ambientes construtivistas, que também devem ser considerados na constituição de ambientes virtuais de aprendizagem em que se pretenda instalá-los: 
* A aprendizagem é um processo ativo e envolvente. 
Aprendizagem é um processo de construção do conhecimento.  
Os aprendentes deverão funcionar em um nível metacognitivo  (desenvolvimento  cognitivo  e  não  somente  busca de  respostas  certas)  
A aprendizagem deverá envolver “negociação social” (desafio de concepções atuais com colegas). 
   Conforme dito anteriormente,  a  ambição  dos  ambientes virtuais  é  criar  as  condições  adequadas  para  a  construção  do  conhecimento,  com o destaque de que,  por  serem  constituídos  em  tempos e  espaços  virtuais,  os  AVAs  não  estão  liberados  nem  da  necessidade  de oferecer  lugar  e  momento  de  ensino-aprendizagem,  nem  de  oferecer  apenas quaisquer  espaços tempos  para  a  realização  de  estudos. 
Um ambiente virtual de aprendizagem deve oferecer aos educadores e aos educandos uma área que proponha aos alunos um conjunto de atividades, um espaço virtual de colaboração formal (podendo ser um fórum, por exemplo) ou informal (sala de reuniões) e um conjunto de recursos que apoie a aprendizagem, com mídias e outros suportes aos conteúdos. 
J.M. Sancho (2004), diz que como nós, educadores, conhecemos a realidade educacional, sabemos como a relação de ensino-aprendizagem proporciona melhorias no aprendizado. Sendo assim, devemos propor configurações dos ambientes virtuais para que melhore o processo e resultado de aprendizagem, frente às expectativas que são criadas pela comunicação digital e emergência das tecnologias de informação. Valadares reforça ainda a necessidade da presença de um docente na EaDpois ela é responsável pela dinâmica do ambiente de aprendizagem, que é necessária para que ocorram interações entre os estudantes, docentes e materiais didáticos. Ele propõe ainda que os educadores promovam um ambiente em que os estudantes operam construir um conhecimento significativo, seja individualmente ou em grupo, em interações síncronas ou assíncronas, interações que devem ser previstas no planejamento do ambiente. 
Assim, o projeto do ambiente educacional envolve, implícita ou explicitamente, uma ideia clara sobre como os alunos aprendem, como ensinar de forma efetiva, qual é o papel do professor e aluno no contexto de ensino e aprendizagem, o que é o conhecimento a ser apreendido, e como verificar o que os alunos aprenderam.
Os ambientes virtuais de aprendizagem passaram por uma evolução e atualmente englobam noções de gestão do ensino/docência, de aprendizagem/estudantes, de conhecimento e gestão administrativa, incluindo gerenciamento de formandos, formadores, concepções e organização de conteúdos, gestão dos tipos e possibilidades de interação, etc. Pimenta e Baptista agrupam esses aspectos em dois blocos: a gestão administrativa que o Ava deve permitir (manejo de turmas e calendários, alocação de formadores, gerenciamento de planos de formação etc.) e a gestão pedagógica (planejamento e gestão dos cursos e de conteúdos de aprendizagem pelo formador, gerenciamento e controle do acesso dos estudantes aos materiais de formação, atividades, avaliações, comunicação síncrona e assíncrona etc.). 
Tendo por base essa proposta, a Secretaria de Educação a Distância da Universidade Federal de São Carlos (SEaD-UFSCar) organiza seu AVA de modo mais amplo, adotando o Moodle como ambiente virtual de aprendizagem para todos os cursos EaD da instituição. Na SEaD-UFSCar, o AVA possui um importante papel na organização dos cursos e das disciplinas, pois é nele que são organizados os materiais educacionais de cada disciplina. No AVA, os estudantes desenvolvem as atividades de aprendizagem virtuais, utilizando da integração de diversos recursos em diferentes mídias e da dinâmica e agilidade de atualização das informações dos ambientes virtuais. Assim, os educadores podem reestruturar as atividades propostas e suas práticas pedagógicas. Essa dinâmica de organização dos espaços virtuais de ensino e aprendizagem é positiva, apresar de ser necessário muita atenção em questões técnicas como: 
* O Moodle permite diversas configurações e flexibilidades para configuração do ambiente pedagógico de cursos a distância. Porém, essa flexibilidade dos AVA implica em complexidade na configuração dos espaços de ensino e aprendizagem virtuais. Do ponto de vista pedagógico, o grande desafio está no alinhamento dos objetivos de aprendizagem com as atividades propostas, buscando a diversidade nas dinâmicas e práticas pedagógicas, empregando recursos para promover processos de aprendizagem colaborativa. Quanto maior a dinamicidade e complexidade do AVA, maior a chance de limitação do docente. 
A docência na EaD é diferente da tradicional que é exercida na educação presencial. É realizada de forma complementar por um grupo de profissionais, interdependente e de uma complexa dinâmica de interação. Essa coletividade docente é chamada de polidocência 
Considerando  essas questões, a SEaD-UFSCar desenvolveu ações para apoiar os docentes, como desenvolver programas de formação que contemplem questões técnicas e pedagógicas da docência da EaD, estruturar um processo de apoio a construção de disciplinas, estruturar um conjunto de salas virtuais para apoiar os processos administrativos e pedagógicos, etc. 
O curso de propõe a discussão de aspectos relacionados ao perfil docente necessário para EaDcomo: base de conhecimento docente, possibilidades pedagógicas do Moodle, organização e planejamento de uma disciplina on-line, relação com equipes de apoio e coordenações de curso etc. 
A perspectiva metodológica adotada pela equipe de formação de baseia no paradigma do professor crítico-reflexivo que defende a construção da autonomia docente. A aprendizagem da docência é constantemente aprimorada pelas situações práticas enfrentadas no cotidiano escolar. A importância desses saberes experienciais é equiparada por Tardif à dos saberes disciplinares e à dos saberes curriculares. Ele destaca que o professor deve conhecer sua matéria, sua disciplina e seu programa, além de possuir conhecimentos relativos às ciências da educação e à pedagogia, deve desenvolver um saber prático baseado em sua experiência cotidiana com os alunos. 
A participação em curso de formação em EaD é vista como uma oportunidade de desenvolvimento profissional, pelo fato de a docência virtual envolver saberes diferentes dos necessários à docência presencial. A literatura indica que, além dos conhecimentos pedagógicos e do domínio do conteúdo, um professor na EaD tem de mobilizar saberes, como domínio das Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDIC), capacidade de lidar com informações abundantes, gestão de tempo e capacidade de trabalhar em equipe (BRIGGS, 2005). A diferença entre ensinar na educação virtual e na docência tradicional está nas possibilidades oferecidas pelo uso das TIC, em especial a internet, que propiciam a concepção de ambientes de ensino-aprendizagem únicos.  
Desde o início, o desenvolvimento e o planejamento do curso de formação dos professores de graduação a distância da UFSCar envolveu um conjunto de pessoas para estruturar as quatro unidades de aprendizagem: 
Unidade 1: Ambientação, conhecimento das particularidades da EaD no contexto da Instituição de Ensino Superior(IES) e confecção de uma proposta de atividade didática. 
Unidade 2:  Mídias  complementares  no  processo  de ensino e aprendizagem na EaD. 
* Unidade 3: Planejamento de uma disciplina em EaD e avaliação do desempenho do aluno. 
* Unidade 4:  Gerenciamento  da  docência  em  EaD, reflexão sobre uma nova identidade docente frente às necessidades e exigências de uma prática em EaD virtual. 
Entre os objetivos gerais das atividades do curso, destacam-se refletir sobre a relação entre a docência presencial e a revisão dessa visão para a docência da EaD, discutir e conhecer a relação entre os recursos técnicos e a concepção pedagógica do docente, proporcionar maior interação do docente no ambiente virtual, vivenciar situações específicas da docência EaDe construir atividades de ela oração do seu conteúdo no ambiente do Moodle.  
O Curso de Formação Docente em EaD, oferecido pela SEaD-UFSCar, é obrigatório para todos os professores que pretendam atuar nos cursos de graduação ou especializações da instituição. Essa obrigatoriedade sustenta a hipótese da necessidade do docente da EaD virtual conhecer as condições de trabalho mediado pelas TIC e os recursos disponíveis no AVA como condição básica para se pensar em um ensino-aprendizagem de qualidade. 
A construção de uma disciplina envolve o planejamento pedagógico, a elaboração, a produção e a avaliação dos conteúdos e atividades e a organização do ambiente virtual da disciplina, agregando todos esses elementos. Essa atividade docente tem se mostrado de difícil realização pelos professores no contexto da educação virtual. Verifica-se que nem a experiência com a educação presencial, nem a boa vontade para realizar um bom trabalho pedagógico virtual ajudam os professores. Pela natureza de inovação, complexidade e dinamicidade da docência virtual, consideramos normal esse cenário de dificuldades dos professores envolvidosComo a mídia virtual (Moodle) é o principal material didático dos cursos da UFSCar, o docente é levado a compreender o AVA como mídia de referência e, que por essa razão, este deve receber prioridade na atenção dos docentes e das equipes de apoio. Além dessa orientação, o professor-autor recebe apoio para desenvolver suas atividades em três ou mais mídias: virtual, impressa, audiovisual, móveis, webconferência, animação etc. 
Para apoiar os docentes na produção dos vários materiais didáticos, a SEaD-UFSCar estruturou uma equipe multidisciplinar composta por pedagogos, projetistas educacionais, linguistas, diagramadores, ilustradores, webdesigners, profissionais de audiovisual e profissionais de computação em um processo de apoio coordenado pela CITE (Coordenadoria de Inovações em Tecnologias na Educação) e pela COPEA (Coordenadoria de Processos de Ensino e Aprendizagem) da SEaD. Além disso, o docente conta com o apoio dos tutores da disciplina na revisão final, antes que esta seja disponibilizada, e no acompanhamento dos estudantes virtuais durante a oferta da disciplina. 
As equipes desenvolvem seu trabalho de forma integrada, orientados pelo guia de disciplina que equivale ao plano de ensino, e o guia de unidade, que consiste no planejamento de cada unidade. 
O professor responsável pela matéria, possui equipes de apoio envolvidos para construção da disciplina, são elas: DI do curso (elaboração de atividades), equipe de material impresso, equipe de material audiovisual, equipe de webconferência e equipe moodle. 
Esse processo ainda pode ser divido em três momentos, ou grupos de atividades, esses três são o planejamento pedagógico, elaboração e produção de materiais didáticos e a criação e configuração das salas virtuais da disciplina. Além de todas essas equipes, SEaD-UFSCar também conta com uma equipe de Tecnologia da Informação (TI). 
SEaD-UFSCar definiu um modelo padrão para todos os cursos, esse modelo define conjunto de salas virtuais que compõem o ambiente pedagógico, sendo algumas salas permanentes, e outras para as disciplinas de cada semestre. 
Esse modelo, chamado de Moodle, é dividido em salas permanentes, que são utilizadas para interação da coordenação do curso, como a sala geral de coordenação do curso, sala de coordenação para apoio aos estudantes, sala de apoio aos professores, aos tutores e a sala do centro acadêmico do curso. 
As outras salas são chamadas de semestrais, e a SEaD-UFSCar divide da seguinte maneira: sala coletiva integradora e salas de atividades para cada disciplina. 
Pela grande quantidade de alunos, geralmente casa disciplina é composta por uma sala coletiva integrada e por mais três a cinco salas de atividades. 
Como mencionado, o modelo mínimo de sala tem evoluído a cada semestre a partir de avaliação da equipe de projetistas educacionais, pedagogas e webdesigners da SEaD e por meio de consultas aos estudantes, professores e tutores. As informações mínimas da sala virtual de uma disciplina podem ser organizadas em informações 
gerais sobre a disciplina, informações sobre uma unidade de aprendizagem, informações sobre uma atividade. Essas renovações são: 
  • * Informações mínimas para a estruturação de uma disciplina no ambiente virtual de aprendizagem, segundo orientações da SEaD-UFSCar; 
  • * Informações mínimas para a estruturação de uma unidade de aprendizagem no ambiente virtual de aprendizagem, segundo orientações da SEaD-UFSCar 
  • * Informações mínimas para a estruturação de uma atividade no ambiente virtual de aprendizagem, segundo orientações da SEaD-UFSCar. 
A partir desse “modelo mínimo” de sala, o professor responsável pela disciplina pode complementá-lo, de acordo com seu interesse, considerando as particularidades da sua disciplina. 
Conhecer e criticar prática (poli)docente em ambientes virtuais de aprendizagem não é tarefa simples e envolve diversos aspectos. Este artigo buscou indicar questões de caráter pedagógico e didático, além de aspectos de organização sociotécnica, envolvidos no fazer docente da educação virtual. 
Ninguém melhor que o próprio docente para constituir um bom ambiente pedagógico, para organizar os conteúdos de uma disciplina e para acompanhar os estudantes no processo de construção do conhecimento. Todavia, as condições técnicas de mediação do ensino-aprendizagem condicionam o fazer docente, exigindo uma formação específica dos futuros profissionais do ensino, o estabelecimento de diretrizes institucionais de orientação aos educadores da EaD virtual e um intenso apoio profissionalizado para os professores durante o planejamento, elaboração e oferta da disciplina, além do acompanhamento dos estudantes em formação. Todas essas condições da docência virtual? no que tange às diferenças entre educar na educação presencial e educar na EaD virtual? relacionam-se com o redimensionamento dos tempos e momentos e dos espaços e lugares de ensino-aprendizagem.  
Em suma, trata-se de uma perspectiva de construção de conhecimento baseada no que aprendemos nas interações, na colaboração e na troca, que induz à compreensão de que as interfaces dos ambientes virtuais devem favorecer a comunicação de forma plural e objetivada pelo contexto e conteúdo a ser desenvolvido. Um ambiente virtual ou uma sala de aula virtual é, assim, um lugar percebido, construído socialmente e simbolicamente. 

Ana Jimenez 20792651
Leilane Mirele 21146089
Renata Souza 21062400

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